10 de jul de 2014

Lissy Elle, quando a sofisticação é simples.

Lissey Elle poderia ser considerada como apenas mais uma jovem canadense que vive numa região ruralizada próxima a uma floresta de árvores grandes e um velho campo de milho. Poderia... se não fosse seu gosto pela fotografia, vocação artística que despertou na menina aos 13 anos de idade.
A própria Elle afirma que foi a fotografia quem a ajudou com os problemas na adolescência. Foi na fotografia, diz a menina, que encontrou “a razão para se levantar de manhã e lavar o cabelo. Para reorganizar sua mobília do quarto. Para poupar o seu dinheiro para uma lente Nikkor 50 mm, 1.8 lens . Para explorar uma casa abandonada. Para amarrar duas dúzias de maçãs às árvores. Para cortar mil estrelas de papel. Para praticar ballet. Para aprender a levitar. Para ter uma tea party aos 18 anos. Para forjar, através da arte, um lugar para si no mundo e luta com unhas e dentes para ficar lá”.
Num mundo onde as coisas duram pouco e fast é a velocidade constante, onde tudo se complica por si só e o que é simples, o poético, o belo muitas das vezes passa despercebido mesmo diante dos olhos. A fotografia de Lissy vem para transmitir um frescor e reafirmar que a “simplicidade [é sim] é o último grau da sofisticação” como disse Leonardo da Vinci.
E é assim, entre sua floresta e seu velho milharal, imaginando coisas imaginais e tentando torná-las reais que Lissy vai criando seu próprio mundo cheio de fantasias e sonhos, hora soturno, como aquele lugar mais solitário da alma que todos temos e que ainda carece de luz.  Tentando fazer deste mundo um lugar ‘menos ruim’ para se viver, onde todos nós estamos tecendo espaços para nos encaixar e lá permanecer.


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Por Jarbas Ribeiro.

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