16 de mar de 2017

Ressecamento localizado: aprenda a cuidar das partes do seu cabelo.

Já te fizeram a pergunta: "seu cabelo é oleoso ou ressecado?" e você ficou na dúvida? Pois bem, isso quer dizer que o seu cabelo tem partes ressecadas e partes oleosas e nesse post eu vou te ensinar maneiras de igualar e tornar o seu cabelo um tipo normal e muito bem tratado.
Os motivos de ter um cabelo misto são muitas, mas a principal dela são as químicas, como progressivas e descolorações.


Oleoso na raiz e ressecado nas pontas: Invista em umectação, ou seja, tratamento com oléos 100% vegetais. Passe o óleo apenas na parte onde está ressecada e deixe por, no mínimo, 2 horas. Para a raiz, procure shampoos mais transparentes, menos hidratantes. Mas não se esqueça que a aplicação não deve seguir para as pontas. O comprimento do cabelo se limpa facilmente com a espuma que escorre. 

Dentro normal e por cima ressecado: Esse é um tipo de cabelo muito comum em quem se expõe com frequência ao sol e faz exercícios físicos. O sol em contato direto com o cabelo resseca os fios e somado à poluição causa um grande estrago. Outro fator são os elásticos que usamos para prender o cabelo, que além de quebrar por estarem bem apertados, deixam a superfície de cima lisa e faz com que o sol atinja apenas essa região. Sem contar no suor que resseca ainda mais e atinge principalmente a parte de baixo e as laterais do cabelo.

A solução é investir em óleos finalizadores, geralmente minerais, que criam uma camada sobre o fio e impedem a incidência direta dos raios solares. Muitos não gostam, mas os bonés também ajudam bastante nesse mesmo sentido. Com relação ao suor não há muito o que fazer em se tratando de produtos, mas manter o cabelo em rabo de cavalo ou coque e ter sempre uma toalhinha impede que esse suor saia da raiz para o resto do cabelo.

Laterais ressecadas: Já parou pra pensar no atrito que a fronha do travesseiro pode fazer no seu cabelo durante a noite? Pessoas que se mexem muito durante o sono podem ter esse problema. Fronhas de cetim são perfeitas para esse caso e sai super em conta, além de não ser algo tão complexo se você mesma quiser fazer sozinha.

Franja ressecada: Quem tem cabelo cacheado e faz muito uso de secador e chapinha sofre com esse problema. Normalmente a franja, por ser a parte da frente do cabelo, é onde recebe mais calor e mais "passadas" desses aparelhos, o que faz com que ela danifique e resseque bem mais rápido que o restante. Eu posso sugerir uma dica mais radical, como: deixe seu cabelo natural, cachos são tudo de bom haha <3 mas, se você não pretende abandonar o cabelo liso, uma alternativa é dosar quantas vezes você está passando secador e chapinha em cada mecha. Se a franja ficar rebelde ao longo do dia, prenda com algum grampo, mas não coloque seu cabelo em risco. 

Entretanto, não é só quem usa secador e chapinha que sofre desse problema. Algumas pessoas até mesmo com o cabelo cacheado tem a lateral um pouco mais rebelde que o resto. Uma vez por semana pode ser feita a hidratação nessas áreas, mas fique atenta à frequência e assim que perceber que o cabelo está começando a ficar oleoso, dê uma pausa. 

Ressecado por dentro e normal por fora: Muito comum em quem usa extensões, sejam elas fixas com queratina ou de tic-tac. O ideal é dar um tempo entre uma manutenção e outra, sendo esse tempo com intensos tratamentos. Eu indico um mês de cronograma capilar seguido com atenção e tratamentos que comecem desde a raiz, para só assim fazer a aplicação do mega hair novamente. 
Quando essa pausa não acontece, é comum ver, após muito tempo usando alongamento, que o cabelo natural perde volume, fica muito quebradiço e com as pontas finas.

De toda forma, também não devemos descartar a possibilidade de o mesmo couro cabeludo ter tipos de fios diferentes em determinadas áreas. Exemplo disso é o fato de algumas pessoas com cabelos cacheados não saberem definir ao certo seu tipo de cabelo, já que em algumas áreas os cachos podem ser abertos e em outras mais fechados


*Dica de óleos 100% vegetais para umectação: óleo de coco, azeite de oliva extra virgem (sim, aquele mesmo que você tem na cozinha), óleo de argan, óleo de rícino, óleo de abacate e óleo de semente de uva. Esses são os mais populares, mas você podem encontrar outros no mercado.

31 de jan de 2017

Não cultive a bad vibes



Nesses últimos dias ao entrar no facebook estou sempre me deparando com algumas postagens totalmente desanimadoras (e olha que já me afastei de muita gente que não fazia postagens agradáveis). Nesse começo de semestre já vi alguns veteranos falando para os calouros que vão entrar na UFJF que eles vão desanimar com o curso no primeiro semestre, ou então outras pessoas reclamando da animação dos outros estudantes com a nota do ENEM, afirmando que entrar na faculdade não era a melhor coisa do mundo

Será que o problema não está nos seus sonhos e não nos sonhos das outras pessoas? Meu sonho era entrar na universidade e quando isso aconteceu tive uma das maiores alegrias da minha vida, além do mais também não me decepcionei no primeiro semestre e continuo muito feliz. 

Antes de reclamar da vida e das cotidianidades, que tal parar e pensar no que realmente te faz feliz? Se o que você vive te faz tão mal ou te decepciona tanto, por quê não buscar outra perspectiva de vida? Por quê não pensar antes de tomar certas atitudes? Por exemplo, pesquisar a grade do seu curso já seria um passo importante para estar preparado para o que você vai encontrar na universidade. 
Quando você busca entender quem você é e o que você gosta, é fácil perceber que a vida ainda pode ser bem melhor do que viver reclamando nas redes sociais

Eu acredito muito nas energias e na força da palavra. Se você fala muito sobre algo, acaba motivando aquela pessoa ao seu lado à acreditar naquilo que você pensa. Não seria muito melhor incentivar bons pensamentos e mandar boas energias?
Durante esse primeiro semestre lutei muito em minha mente contra esses pensamentos ruins que estavam prestes a me contaminar. Pelo meu auto-conhecimento, minha coragem e minha força de vontade, consegui perceber que aquilo não era o que eu acreditava e não poderia seguir aquela linha. 


Ah, mas nem tudo é um mar de rosas...

Sim, às vezes a comida do RU não é tão boa, mas todos os dias que você cozinha sai igual um jantar de restaurante francês? 
Sim, às vezes a aula é chata, mas você já conseguiu encontrar na sua vida alguém que pudesse falar 4h seguidas e ser legal falando de algum assunto teórico? Já parou pra pensar que se fosse você no lugar daquele professor, você conseguiria cativar a atenção de todos na sala? 
Sim, tá quente pra caramba e fica frio pra caramba também. Nós vivemos em um país tropical, e não no Polo Norte. Aqui o clima oscila muito, e se você não se convencer disso, vai passar o resto da vida reclamando. 

Você pode discordar sobre tudo que eu falei da universidade, porque provavelmente esse não é o sonho de todo mundo, boa parte dos jovens hoje vivem outra realidade e cada um carrega em si suas peculiaridades. Mas o problema é que essa onda de bad vibes está atingindo todos os assuntos possíveis. É em casa, no trabalho, no colégio, no shopping, nas redes sociais... Que tal tentar ser um pouco mais otimista ou pelo menos buscar o que realmente te causa prazer? É muito mais fácil do que reclamar, afinal, essa é uma coisa que não vai mudar absolutamente nada e vai te deixar pior ainda com a situação. 

Tá na bad vibes? Lembra do que te faz feliz e tenta viver essas sensações novamente. Expresse seus sentimentos de alguma forma, faça algum exercício, marque um encontro com os amigos, ouça suas melhores músicas. Não romantize a bad vibes. Não é bonito, não legal e muito menos te faz bem psico e fisicamente... 
Outro fato importante: não é porque você está no fundo do poço que tem que levar todos aqueles que te rodeiam junto com você. Eles estão ao seu lado justamente para te reerguer quando você precisar. Colocá-los pra baixo além de egoísta é uma atitude que revela falta de amizade e companheirismo. Sempre que precisar esteja perto daqueles te amam e gostam de você, sem dúvidas você será acolhido.


Esse texto não é pra te dizer que você deve ser feliz o tempo todo e viver com um sorriso no rosto sem reclamar de nada na vida, e sim sobre ter a consciência de que a única pessoa que pode realmente mudar isso é você. 

25 de jan de 2017

A música nos anos 80

Trouxe para vocês mais um trabalho da faculdade da matéria de Seminário de Atualidade Cultural. Dessa vez a proposta é diferente, não fizemos apresentação oral em sala. Resolvi gravar um documentário com experiências e memórias daqueles que vivenciaram os anos 80 no âmbito musical. A ideia era falar sobre o contexto histórico politicamente conturbado, inovações no meio da música e a visão pessoal de cada um durante aquele período. 

Os entrevistados foram Enzo Fernandes, Patrícia Sanches, Carlos Guimarães e Euvaldo Cotinguiba. As particularidades de cada um foram essenciais para tornar esse documentário rico e cheio de informações bacanas da década.


O documentário foi gravado e editado por mim, com roteiro feito por mim e Letícia Kanomata.

24 de jan de 2017

Reconstrução capilar da Niraj


Hoje eu vim falar pra vocês de um kit que deu um up no meu cabelo! Já tinha algum tempo que não estava fazendo reconstrução, apenas hidratação e nutrição, então o cabelo já estava sentindo falta. 
Recebi então um kit da Niraj com produtos incríveis para dar ao meu cabelo mais resistência e brilho, como promete. 

Antes de fazer o tratamento o meu cabelo estava opaco e os cachos não estavam muito bem formados.



O kit é composto de cinco itens. Shampoo, condicionador, leave-in, queratina líquida e máscara. Pra quem está fazendo o cronograma capilar, essa é aquela fase de reconstrução em que o cabelo precisa repor a massa perdida e reestruturar os fios danificados por processos químicos. E um detalhe importante e que faz toda diferença, os produtos são super cheirosos.




Como usar?

Comecei o tratamento pelo shampoo, apliquei duas vezes e enxaguei. Sequei um pouco com a toalha até que ficasse apenas úmido e comecei a aplicação da queratina. De mecha em mecha eu borrifava, penteava e passava os dedos até que o produto estivesse em toda a extensão do cabelo. 
Deixei a queratina agindo cerca de 15 minutos e enxaguei. Repeti o processo da toalha até ficar úmido e comecei aplicando a máscara. O que eu gostei dessa máscara (além do resultado, claro) é que ela tem um resultado rápido e faz o processo não demorar tanto. Na embalagem pede no mínimo 3 minutos, então eu deixei 10 minutos e tirei. A máscara é muito consistente e rende bastante.
Passei o condicionador apenas nas pontas, já que meu cabelo é oleoso, para não pesar muito. Finalizei com o leave-in, dividindo o cabelo em três partes para melhor absorção e ao mesmo tempo já ia amassando as mechas para conseguir cachos bem formados.

Esse tratamento é indicado a fazer apenas uma vez por semana. Para cabelos que não estão muito danificados e seguem o cronograma capilar, o procedimento pode ser feito duas vezes ao mês tranquilamente já que o resultado se estende mesmo após outras lavagens.





O resultado foi incrível e realmente me surpreendeu muito! O meu cabelo ficou com um aspecto muito macio e brilhoso, ao toque não foi diferente. 


*Nessa foto do resultado em que estou de costas o cabelo aparenta estar "mais baixo", se comparado com a primeira foto de antes. A diferença é que eu ainda não tinha passado os dedos na raiz,como sempre faço, para dar mais volume. 

21 de jan de 2017

Adeus, azul.


Quem me acompanha nas outras redes sociais já deve ter visto que mudei a cor do cabelo mais uma vez, pra variar... Em fevereiro faria um ano com o cabelo azul e acredito que realmente já estava passando da hora de fazer algo novo. Acabo enjoando muito fácil e acredito que a vida é muito curta pra ter apenas uma cor de cabelo haha!

Na verdade, o azul veio logo após o corte químico e quando eu já estava começando a lidar melhor com o cabelo curtinho. Aproveitei o que tinha restado do cabelo platinado para colorir e acabei gostando. Além de gostar de cabelo colorido, o azul deixou meu cabelo com um aspecto bem melhor aliado aos cuidados e tratamentos que comecei a ter a partir daquele momento.


Como eu sempre associo mudanças capilares à mudanças na minha vida, aproveitei para entrar o ano com uma cor diferente. A mudança não foi muito drástica mas ainda sim considero como uma mudança efetiva. 

Comecei limpando o azul fazendo um soap cap  (pra quem não sabe, clica aqui nesse link que tem tudo explicadinho) nas pontas e de início meu cabelo ficou bem loiro, quase platinado novamente. Passei por cima o banho de brilho da Keraton na cor vinho, mas para a minha surpresa ficou uma cor super estranha, não ficou tão intenso e puxou para um alaranjado. O que justifica isso é o fato de a base do cabelo estar muito clara e o banho de brilho não ser uma tinta ou tonalizante, então não pigmenta tanto. Usei então por cima desse banho de brilho uma mistura de tonalizante no tom 6.66 com um pigmento roxo, assim o meu cabelo ficaria num tom intermediário, algo entre o magenta e o marsala.

No começo ficou bem escuro, até mais do que eu esperava, mas para um cabelo que estava muito aberto, jogar uma tinta de base 7 me faria ter que retocar com uma frequência maior, coisa que eu não queria já que estava trabalhando e sem muito tempo em dezembro. Passei então a tonalizar, depois dessa pintura, com o banho de brilho da Mirra Cosméticos (a mesma máscara que usava para o cabelo azul) mas agora na cor marsala. 

O resultado foi esse da foto abaixo. Gostei bastante da cor mas ainda pretendo clarear mais, mas sem pressa. Enquanto isso vou tratando meu cabelo para que ele possa aguentar bem as próximas descolorações. Essa foto está sem edição e qualquer efeito, para que a cor fique bem real. 
Na maioria das fotos que tenho postado ele parece estar bem pretinho, mas infelizmente é por causa do efeito e do contraste que aplico nas fotos. Talvez quando estiver mais claro essas edições não interfiram tanto na cor.



No momento estou deixando o cabelo crescer e não tenho um plano muito certo pra ele nos próximos meses. Depois de ter cortado chanel em dezembro de 2012 não deixei crescer novamente, então quero experimentar e ver se consigo passar por esse processo sem cortar. Pra quem tem cabelo curto há muito tempo, deixar crescer é bem difícil. Tanto pelas questões de tratamento quanto pela nova "identidade" que o cabelo traz quando está diferente do habitual. 

Uma coisa que tenho percebido nesse processo de deixar o cabelo crescer é que ele tem perdido os cachos, algo que me incomodou um pouco já que adoro cabelo volumoso e já tinha me acostumado com isso. Fiz algumas camadas (eu mesma corto o meu cabelo há mais de um ano) e percebi uma melhora no volume, mas ainda assim com o peso do fio ele não cacheia tanto. 

Playlist de verão

Se tem uma coisa que eu adoro é conhecer músicas novas, e como conheço muita gente que partilha dessa felicidade, resolvi fazer uma playlist de verão com umas músicas mais animadas que realmente combinam com essa época do ano. Nem todas são atuais e talvez vocês já conheçam algumas, mas tentei trazer aquelas que fogem mais dos hits que vocês encontram no spotify ou outros aplicativos de música. 

Coloquei músicas de estilos variados e tentei fugir um pouco do pop tradicional. Se gostar das músicas aproveita e deixa uma dica aí também!  















1 de dez de 2016

Jardim Sensorial - UFJF

Quantas vezes você já se deu conta que deixou pra depois lugares que quer conhecer, pessoas que quer conversar, livros para ler? 
Diante de todos os acontecimentos recentes, as perdas, a percepção da fragilidade da vida, chegamos em um ponto crucial para mudar. Mudar de atitudes, pensamentos e principalmente a rotina diária que se baseia em casa > trabalho/estudos > casa.

Eu sempre passava na frente do jardim sensorial e pensava "ah, hoje eu não tenho tempo..." até que mudei as prioridades. É sempre bom mudar o roteiro, sair da rotina, fazer coisas novas e experimentar tudo que está tão a nossa frente e deixamos de lado. Um lugar pequeno, mas com grandes sensações, cheiros e texturas. Do Jardim Sensorial emana uma energia maravilhosa, basta estar aberto à recebê-la e contemplá-la. 



Nesse vídeo eu falo de um dos lugares mais incríveis da UFJF, o Jardim Sensorial, explicando seu significado e mostrando cada detalhe . Espero que vocês gostem! E pra quem estuda lá, tire um momento do seu dia para compartilhar das mesmas sensações.


27 de nov de 2016

Morando com as amigas | Estudante fora de casa

Depois de quatro meses morando longe de casa e vivendo uma rotina completamente diferente da habitual, resolvi gravar um vídeo para mostrar pra vocês como é morar longe de casa e com as amigas! Nesse vídeo eu falo sobre como achamos o apartamento, a nossa alimentação, divisão de tarefas e muito mais!

Tem sido incrível morar com Nayara e Letícia, mas é importante lembrar que é preciso ter muita vontade e coragem para sair de casa e do conforto que é morar com os pais, mas quando se tem uma relação de amizade e companheirismo você acaba ganhando uma nova família. 

Para quem não sabe, sou de Vitória da Conquista, na Bahia. Estou em Juiz de Fora cursando Artes e Design na UFJF. No canal tem outros vídeos sobre o assunto!


Custo de vida

Depois que postei o vídeo surgiram muitas dúvidas sobre o custo de vida aqui. Em qualquer lugar isso é muito relativo, depende dos hábitos que a pessoa tem para poder basear o que vai gastar, mas falando sobre mim é basicamente o seguinte: Aluguel fica em torno de 450 reais com condomínio, a água é por conta. Luz fica em média 50 reais. A passagem de ônibus custa 2,75 reais e não tem meia para estudante de escola pública, é esse valor para todos. O almoço no R.U custa 1,70 e por aqui existem alguns restaurantes que cobram 12 reais no self-service em uma porção limitada (que não é pequena). A internet dividimos para quatro pessoas, por mês fica 28 reais 25MB. A feira fica entre 150 e 200 reais. Esses são os gastos fixos, além desses realmente não há como estipular porque acabam sendo gastos relativos. 

Espero ter tirado todas as dúvidas, mas qualquer coisa é só chamar! Vocês podem me encontrar aqui pelo blog, no facebook ou instagram!

21 de out de 2016

Esfoliador facial 5 em 1


Durante o meu tratamento para remover as manchas de acne, que atacaram nos últimos meses, tenho usado muitos ácidos que acabam ressecando a pele e isso me incomoda bastante na hora de fazer maquiagem. Pensando nisso comprei esse esfoliador facial 5 em 1 em um site chamado Banggood, é igual ao aliexpress, tanto no preço quanto os produtos. 


O esfoliador custou por volta de R$33,00 e chegou em 4 meses (tempo que eu já esperava por estar vindo da china). Ele é composto por 6 peças: a peça que faz a rotação mais 5 peças que aumentam gradualmente a intensidade da esfoliação. Dentro da caixa também veio um manual de instruções todo em chinês, mas pelas imagens dá para entender a ordem que se usa as peças. A fonte de energia do esfoliador são duas pilhas AA.


Antes

Nessas fotos de antes do uso vocês podem observar o meu rosto descamando nas áreas onde eu usei o ácido com muita frequência, por isso também estão mais sensíveis e vermelhas. Aconselho que se o seu rosto estiver muito sensível como o meu, espere um pouco mais para usar senão pode acabar ferindo e ardendo, mas isso não interfere no resultado do produto.


Como usar

Para começar usei o meu sabonete de rosto de costume da La Roche-Posay com a primeira peça que funciona como uma bucha de leve intensidade, apenas para limpeza. Enxaguei o rosto e usei a segunda peça que parece uma esponja e a terceira que é de polimento leve, com o rosto apenas úmido. No quarto passo usei a peça que dá o polimento final, ela é mais áspera mas não agride porque foi feita justamente para usar no rosto, então seu atrito não é tão intenso quanto parece. Como o meu rosto estava muito sensível, para usar essa quarta peça, passei antes um pouco do hidratante Nivea. 
A última peça é composta por quatro bolinhas que servem como um massageador, que na minha opinião considerei um pouco inútil porque não me causou uma real sensação de massagem e em algumas áreas com a pele mais próxima do osso (como na testa) acaba incomodando um pouco. Portanto, pulei essa etapa.

Depois

Essas fotos foram logo após fazer o procedimento, sem qualquer produto sobre a pele. Dá pra perceber que as partes sensíveis ficaram um pouco mais irritadas mas com o tempo essa vermelhidão foi passando, é normal. De toda forma, vejo que o produto cumpriu realmente sua função e fez uma boa esfoliação na minha pele. Percebi a pele mais fina e brilhante, e no nariz os cravos reduziram bastante. A pele ficou muito lisa!
Para finalizar usei uma pomada chamada Predmicin que funciona como anti-inflamatória, antialérgica e antipruriginosa. Indicada para o tratamento das dermatoses infectadas, dermatites infecciosas e alérgicas (eczema, impetigo, foliculites, acne e furunculose) e auxiliar no tratamento das queimaduras. Ou seja, ela funciona muito bem para mim nesse momento para reduzir a inflamação da acne e aliviar a sensibilidade das partes que passei muito ácido.



É indicado depois de qualquer tratamento estético que atinja camadas mais profundas da pele uma pausa de no mínimo 3 dias sem maquiagem. Os poros ficam abertos e qualquer resíduo pode acumular, inflamando e gerando ainda mais espinhas.

E sim, minha pele não é perfeita. Nas fotos "de instagram" as manchas não aparecem, de fato, porque maquiagem tá aí pra isso né? Mas fiz esse post totalmente natural pra ser o mais clara possível e justa com vocês, mostrando fotos reais. Nessa primeira seção, claro que as manchas não vão sair. É um processo que demanda tempo, paciência e muito cuidado.
Além desse esfoliador, estou usando também o dermaroller e mais algumas pomadas com a mesma função de combater a acne. Ao longo do uso e dos resultados, postarei as resenhas aqui.


5 de out de 2016

Cinema nos anos 60

Nesse texto vou abordar os traços mais marcantes do cinema nos anos 60, esse foi um trabalho feito pela minha equipe, Flashback, para o Seminário de Atualidade Cultural, matéria do primeiro semestre de artes e design. O meu objetivo é trazer um pouco mais do que tenho estudado e mostrar algumas atividades produzidas na faculdade. 

Para o trabalho desenvolvemos um cartaz de cinema com fotos dos diretores que produziram os clássicos da época que conhecemos hoje.

Aqui vocês vão encontrar dados sobre o cinema francês (Nouvelle Vague) e italiano (neo-realista) que influenciaram fortemente no Cinema Novo do Brasil. Além disso outros gêneros que fogem um pouco da crítica social como terror e os musicais.

Esse é um material extenso, de estudo. Tentei condensar ao máximo que pude para não se tornar algo maçante para o blog mas também não pude deixar de mencionar os detalhes importantes (que são muitos). Durante o texto vocês vão encontrar informações técnicas (sublinhadas) e históricas, que escolhi destacar para facilitar a leitura.


Contextualização da década
Esse período coincide com o fim da Segunda Guerra Mundial, fim da Era Vargas e início da abertura econômica com JK, a corrida armamentista - que gerou uma grande curiosidade sobre os mistérios do espaço - e as guerras - que causaram muita pobreza nos países atingidos - impulsionaram uma produção voltada para o entretenimento e a crítica social.

França 


Com a decadência do realismo poético francês, logo após a Segunda Guerra Mundial, em que o roteirista ganha muito mais destaque do que o diretor, alguns jovens estudantes e amantes do cinema se reuniram para restabelecer o conceito de cinema e autor que vigorou na França até 1930, chamado Nouvelle Vague. O marco inicial desse movimento é o filme Nas Garras do Vício (Le Beal Serge), do diretor Claude Chabrol. Mais tarde surgiram outros filmes que se tornaram clássicos como Hiroshima meu amor (Hiroshima Mon Amour) de Alain Resnais, Jules et Jim (1962) de François Truffaut e O Desprezo(1963) de Jean-Luc Godard. 

Em maio de 1959, o prêmio máximo do Festival de Cannes foi dado a um filme, com pouco dinheiro, em preto e branco, com atores desconhecidos e com o diretor estreante François Truffaut: Les quatre cents coups (Os incompreendidos – título no Brasil). Embora fazendo parte do mundo acadêmico os críticos que escreviam para a revista francesa Cahier du Cinema como Godard e Truffaut pregavam um cinema nada convencional, com a vitalidade da geração sessentista abusavam da liberdade usando câmeras na mão, luz natural, enquadramentos e montagens inesperados e investindo na desconstrução da linearidade, este tipo era considerado cinema de autor, embora produzido de maneira coletiva com valorização do ator e do improviso. 

O movimento Nouvelle Vague mudou a história do cinema em vários aspectos, entre eles o cinema francês acadêmico, que deixa de lado os estúdios, a formação, que passa a ser a partir da cinemateca e as técnicas que são esquecidas tornando o cinema mais simplificado no modo de produção. Atualmente no cinema, há muitos resquícios do Nouvellle Vague, como técnicas jump cut, liberdade na produção, estéticas da composição, coletividade da equipe do filme e o amor pelo cinema. 

Itália 


A inovação cinematográfica se dá em todo o globo. Na Itália, os filmes neo-realistas produzidos nos anos de 1950 e 1960 tiveram grande ênfase na política, em particular no seu caráter humanista e respectivo modelo de produção, que foi apontado por cineastas e críticos em sua vinda no Brasil, com o ideal para uma cinematografia periférica ou ‘’subdesenvolvida’’. Esse foi o modelo que estimulou o surgimento do cinema ‘’pré-neo-realista-brasileiro’’ ou ‘’proto-cinema-novo’’, ou seja o cinema brasileiro moderno da metade dos anos 1950, assim como o Cinema Novo do ano de 1960. 

O neo-realismo se origina na Itália no interior de uma estrutura de produção e de um plano cultural, anterior, com características bem definidas que tiveram a sua estruturação já durante os últimos anos do regime fascista, que cai com a Guerra. Caracterizado como um movimento político e artístico, que se confunde com aquele próprio momento e a luta contra o fascismo. Caracterizou-se pelo uso de elementos da realidade numa peça de ficção, aproximando-se até certo ponto, em algumas cenas, das características do documentário. Ao contrário do cinema tradicional de ficção, o neo-realismo buscou representar a realidade social e econômica de uma época. Com poucos recursos, linguagem mais simples, temáticas contestadoras, atores não profissionais e tomadas ao ar livre, os filmes retratam o dia-a-dia de proletários, camponeses e a pequena burguesia. 

O filme "Obsessão" (Ossessione, 1943), de Luchino Visconti, é considerada a obra inaugural do neo-realismo. Porém, o movimento ganhou maior repercussão com o lançamento de "Roma, Cidade Aberta" (Roma, città aperta, 1945), de Roberto Rossellini, rodado logo após a libertação da cidade. 
Na vida breve do movimento, a Itália viveu uma fase complexa e foi capaz de lidar com muitas dificuldades. Ela se libertou da tirania da ocupação nazi-fascista, e rapidamente reconstruiu sua base industrial. Foi difícil dizer de quem era a culpa pela destruição de uma sociedade unificada e da alienação de seus indivíduos. O Neo-realismo capturou esta confusão crescente na transformação de histórias. Na década de 1950, o cenário já é outro, o quadro de crise econômica e social parece ter sido amenizado, a televisão ganha cada vez mais espaço e, para enfrentá-la, os produtores investem no cinema de entretenimento. Já no final da década de 50 e início dos anos 60, o cinema italiano inclina-se para a investigação psicológica, retratando uma sociedade em crise. 

Brasil 


Já no Brasil, o cinema contava com duas grandes companhias cinematográficas, a Atlanta, voltada para a Chanchada, e a Vera Cruz, voltada para produções Hollywoodianas. Ambas compunham um cinema afastado da situação real do povo brasileiro, uma vez que o Brasil vivia uma grande onda de massificação cultural norte-americana. Em busca de romper com esse estilo cinematográfico e levar a situação real da vida brasileira para as telas, surge o Cinema Novo. 

O primeiro filme a idealizar o Cinema Novo foi Rio 40 Graus, de Nelson Pereira dos Santos em 1955. A partir daí, jovens entusiastas do Rio e da Bahia aderiram à ideia e a transformaram no novo cinema nacional. A principal característica do Cinema Novo era buscar a aproximação da população brasileira com o filme, rompendo com o ideal do cinema norte-americano da época. Para isso, os filmes possuíam uma narrativa mais lenta, com diálogos maiores entre os personagens, uma câmera sem movimento e histórias voltadas para o sertão nordestino, com temáticas como a fome e a política. 

Com o ideal de “Uma câmera na mão e uma ideia na cabeça”, a nova fase do cinema nacional buscava deixar as dificuldades financeiras de lado e executar as ideias de maneiras mais simples possíveis. 
O Cinema Novo, que durou de 1960 até 1972, pode ser dividido em três fases: 
-A primeira fase, de 1960 a 1964, é marcada pela forte onda popular, onde buscavam trazer a realidade do povo brasileiro. Os grandes marcos desta fase são Vidas Secas e Deus e o Diabo na Terra do Sol – este último sendo de Glauber Rocha, um dos maiores nomes do Cinema novo. 
-A segunda, de 1964 a 1968, é marcada pela luta contra a ditadura. Nesta fase o Cinema Novo encontrou grande represália, uma vez que sua principal característica era a crítica à política. Muitos títulos foram proibidos nessa época, e muitos diretores foram exilados. 
-A terceira fase, de 1968 a 1972, foi fortemente influenciada pelo tropicalismo, onde as obras buscavam exaltar as belezas nacionais. Como reflexo, pode-se observar que a principal obra desta fase é Macunaíma, filme inspirado na obra homônima de Mario de Andrade. 

Durante a segunda fase do Cinema Novo o movimento desprendera-se de suas raízes. Os filmes que traziam a realidade nordestina eram proibidos e sufocados pela represália do governo e os filmes lançados não traziam mais a realidade brasileira, focavam-se na classe média, perdendo o ideal do movimento. 
Com a decadência do Cinema Novo e o número de obras diminuindo a cada fase, o movimento tem seu fim em 1972 com o surgimento do Cinema Marginal, movimento que, assim como o Cinema Novo, buscava romper com seu antecessor. 

Musicais 



Além da presença intensa das críticas sociais nos filmes da época, os anos 60 também foram marcados por diversos musicais de sucesso, arrecadando muito em bilheteria e revolucionando o cinema musical. Principalmente adaptações de musicais famosos da Broadway ou até mesmo de livros, os musicais traziam para o cinema musicas e números de dança que deixaram seu legado e são inspirações para as produções atuais.  

Um dos musicais de maior sucesso da época foi West Side Story ou Amor Sublime Amor, é uma a adaptação de um famoso musical da Broadway de 1957. A versão cinematográfica do musical representou uma revolução para os padrões do musical clássico de Hollywood, a extravagancia de cores, movimentos e luzes é típico desta era. Assim, o filme tem que ser analisado como fruto da sua época, sendo que hoje tudo nele parece ultrapassado era revolucionário na época. O maior trunfo do filme foi incorporar ideias absolutamente teatrais, como uso da cor, luz, e dos cenários presentes na produção original e expandi-los.  

Sinopse
O filme conta a história de duas gangues dos bairros oeste de Nova York, os Sharks (porto-riquenhos) e os Jets (Judeus) que estavam sempre em guerra. Tony (Richard Beymer), antigo líder dos Jets, se apaixona por Maria (Natalie Wood), irmã do líder dos Sharks, e tem seu amor correspondido. A paixão dos dois fere princípios em ambos os lados, acirrando ainda mais a disputa. O sucesso de público e a acolhida da crítica foi estrondosa.  

Outro musical de sucesso da época e que encanta até hoje por suas canções e efeitos especiais foi Mary Poppins de 1964, produzido pelos estúdios Disney. Baseado no livro de P.L Travers. Estrelado por Julie Andrews, esse filme ocupa a sexta colocação na lista dos 25 maiores musicais americanos de todos os tempos, idealizada pelo American Film Institute (AFI), divulgada em 2006. Mary Poppins foi a maior bilheteria mundial do ano, arrecadando 28.500.000 dólares.  

Sinopse
O filme é ambientado em 1910 em Londres, onde o banqueiro Mr. Banks um homem frio que trata com rigidez Jane e Michael, seus filhos sapecas, não consegue contratar uma babá, pois elas desistem facilmente do emprego. Numa noite enquanto escreve com usa esposa um anúncio no jornal procurando uma babá, sua filha Jane aparece com uma carta, mostrando como seria uma babá perfeita. A carta chega às mãos de Mary Poppins que é tudo aquilo que está escrito na carta. Mary Poppins possui poderes mágicos, e com seu amigo faz-tudo Bert transforma a vida daquela família com muita música e diversão. Mary Poppins foi um grande vencedor no Oscar de 1965, levando os prêmios de melhor atriz para Julie Andrews, melhores efeitos especiais, melhor edição, melhor canção e melhor trilha sonora original.  

Outro filme musical de grande sucesso foi My Fair Lady ou Minha Querida Dama, lançado em 1964 e estrelado por Audrey Hapburn. 

Sinopse
My Fair Lady conta a história de Eliza Doolittle, uma mendiga que vende flores pelas ruas escuras de Londres em busca de uns trocados. Em uma dessas rotineiras noites, Eliza conhece um culto professor de fonética Henry Higgins e sua incrível capacidade de descobrir muito sobre as pessoas apenas através de seus sotaques. Quando ouve o horrível sotaque de Eliza, aposta com o amigo Hugh Pickering, que é capaz de transformar uma simples vendedora de flores numa dama da alta sociedade, num espaço de seis meses. Uma curiosidade sobre o longa é que Audrey Hapburn não canta no filme, apesar de ter sido treinada pra isso, ela é dublada em todas as cenas.“My Fair Lady” 

levou 8 estatuetas do Oscar 1965, entre elas: Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Ator (Rex Harrison) e Melhor Figurino. 

Terror 


Outro estilo que tomou forma nos anos 60 é o terror, que ainda deixa suas suas marcas nos filmes atuais. Esse gênero teve grandes marcos feitos na década de 60, como Psycho (no Brasil – Psicose) lançado em 1960, um filme dirigido e produzido por Alfred Hitchcock. É considerado um dos maiores filmes de todos os tempos, com a famosa cena do chuveiro e o incrivel plot twist, psicose continua assustando as pessoas até hoje. 

No Brasil esse gênero também ganha forma em Night of the Living Dead (no Brasil, A noite dos Mortos-Vivos), foi um filme independente, dirigido por George A. Romero e estrelado por Duane Jones e Judith O'Dea. A Noite dos Mortos-Vivos é um dos maiores clássicos do cinema de horror, foi dele que surgiu o conceito de Apocalipse Zumbi, sub-gênero que atualmente é extremamente popular movimentando a industria de várias formas como HQs, jogos, series e mais. Romero marcou também pela critica social feita no filme, abordando temas como racismo ao colocar um protagonista negro que no final é morto ao ser "confundido" por um zumbi. 

Por fim, o comentário de alguns desses clássicos citados anteriormente. 

Deus e o Diabo na Terra do Sol, segundo longa metragem do Glauber Rocha, é um marco de representação máxima do Cinema Novo, movimento que tenta desatar as rédeas da grande produção recebendo grandes influências da Nouvelle Vague francesa e do Neo-realismo italiano. 
O filme retrata a triste realidade no Brasil nos anos 60 que persistem atualmente no que se trata da seca no Nordeste. São representados os contrastes sociais entre miséria e a riqueza e poder na mão de quem detinha dinheiro ou representação religiosa. Retoma a história para falar do cangaço, mostrando que tudo se paga com a mesma moeda, e põe a vingança como o valor do homem. A é bem representada e junto com ela a religião que se corrompe e vai contra os dogmas pregados. Nesse contexto acontece morte, fuga, desesperança, medo, dor e coragem. 

A trilha sonora é característica e marcante, com trechos de Villa-Lobos e cordéis feitos pelo próprio Glauber. A trilha sonora é fundamental e complementadora das ideias do filme. 

Hiroshima mon amour é um filme franco-japonês produzido em 1959, com direção de Alain Resnais e escrito por Marguerite Duras. Um dos grandes ícones do cinema francês e um dos mais famosos e influentes da Nouvelle Vague. 

Sinopse
O filme conta a história de uma atriz francesa casada que veio de Paris para trabalhar num filme sobre a paz. Ela se apaixona por um arquiteto japonês também casado, cuja esposa está viajando. Nos dois dias que passam juntos várias lembranças veem à tona enquanto esperam a hora da partida dela. Após 14 anos ela pôde reviver a mesma sensação de amor impossível como no passado. 
O filme é divido em três partes. A primeira é documental, com cenas reais de Hiroshima após o ataque em que aparecem pessoas mutiladas, carbonizadas e agonizando. A segunda parte é o romance entre Elle e Eiji. E a terceira é um flashback que conta, por meio de lembranças do passado, a adolescência dela em Nevers e quando se apaixona por um oficial alemão quando tinha apenas 18 anos. Por ser inimigo, a família não aceita esse relacionamento e considera como desonra, raspa o seu cabelo e a prende em um subsolo comendo lodo das pedras. 

A contribuição desse filme para a história do cinema, além de documentar a angústia e a realidade de quem sofreu o ataque a Hiroshima, é a parte técnica no que se refere aos flashbacks. É a primeira vez que esse recurso aparece nas telas de cinema e surpreende a todos. 

Psicose, dirigido por Alfred Hitchcock e lançado em 1960 conta a história de Marion Crane, uma secretária (Janet Leigh) que rouba 40 mil dólares da imobiliária onde trabalha para se casar e começar uma nova vida. Durante a fuga à carro, ela enfrenta uma forte tempestade, erra o caminho e chega em um velho hotel. O estabelecimento é administrado por um sujeito atencioso chamado Norman Bates (Anthony Perkins), que nutre um forte respeito e temor por sua mãe. Marion decide passar a noite no local, sem saber o perigo que a cerca. O filme foi feito com 800 mil dólares, baixo orçamento mesmo para a época e para o calibre do diretor. Originalmente seria gravado em cores. Hitchcock fazia questão de manter absoluto mistério sobre o filme, proibindo a entrada no cinema depois no início das sessões e pedindo sigilo aos que já haviam assistido. O filme pode ser dividido em duas partes. Na primeira, conhecemos a personagem Marion e acompanhamos sua trajetória até o Motel Bates, onde é recebida por Norman. É nesse momento que Hitchcock puxa nosso tapete e apresenta o maior plot twist de todos os tempos, com uma senhora – presumivelmente a mãe ciumenta de Norman – assassinando Marion impiedosamente, a facadas, em uma daquelas sequências que, uma vez vista, jamais será esquecida. 

O bebê de Rosemary, dirigido por Roman Polanski, lançado em 1969, conta a história de um jovem casal, Rosemary (Mia Farrow) e Guy Woodhouse (John Cassavetes), se muda para um prédio habitado por estranhas pessoas, onde coisas bizarras acontecem. Quando ela engravida, passa a ter alucinações e vê o seu marido se envolver com os vizinhos, uma seita de bruxas que quer que ela dê luz ao Filho das Trevas. Os diálogos iniciais também são muito tranquilos e cotidianos, embora já forneçam pistas importantes para o desenrolar do filme. Durante toda a trama, mesmo quando já temos certeza dos horrores que cercam a doce e ingênua protagonista, nada de concreto é ofertado ao público. O mais interessante da obra é verificar que sem uma cena violenta ou visualmente assustadora, com rostos desfigurados ou personagens que olham para a câmera com um sorriso macabro ou olhos vermelhos, Polanski fez um cult do terror, que é todo costurado por uma série de coincidências estranhas, pessoas gentis demais e uma gravidez fora dos padrões sem motivo aparente. Outra cena que merece destaque é a que Rosemary fica semiconsciente e presencia algo, que ela imagina ter sonhado depois. Os limites entre sonho e realidade e o questionamento da verdade, mesmo que por um breve instante, fornecem a qualquer filme um ingrediente muito valioso: o mistério. 

Dr. Fantástico, dirigido por Stanley Kubrick, lançado em 1964, conta a história de um general americano que acredita que os soviéticos estão sabotando os reservatórios de água dos Estados Unidos e resolve fazer um ataque anticomunista, bombardeando a União Soviética para se livrar dos "vermelhos". Com as comunicações interrompidas, ele é o único que possui os códigos para parar as bombas e evitar o que provavelmente seria o início da Terceira Guerra Mundial. 

Considerada uma das melhores comédias de todos os tempos, Dr. Fantástico nasceu como um suspense. Conforme Stanley Kubrick escrevia a história sobre a possibilidade de uma guerra nuclear acidental, a tensão foi dando lugar ao humor.  Dr. Fantástico é um retrato ácido e definitivo sobre os despautérios da guerra, exaltado pelas atuações magistrais de Peter Sellers e George C. Scott. Através de cenas consegue criticar, como no começo em que vemos cartazes que dizem “paz é nossa profissão” enquanto contraditoriamente estão realizando a guerra. 

Uma odisseia no espaço, dirigido por Stanley Kubrick, lançado em 1968, mostra desde a "Aurora do Homem" (a pré-história), um misterioso monólito negro parece emitir sinais de outra civilização interferindo no nosso planeta. Quatro milhões de anos depois, no século XXI, uma equipe de astronautas liderados pelo experiente David Bowman (Keir Dullea) e Frank Poole (Gary Lockwood) é enviada à Júpiter para investigar o enigmático monólito na nave Discovery, totalmente controlada pelo computador HAL 9000. Entretanto, no meio da viagem HAL entra em pane e tenta assumir o controle da nave, eliminando um a um os tripulantes. 

Perspectiva, perfeccionismo, fotografia e insistência, são características do filme de Kubrick. O longa foi finalizado em 1968, o que choca muitos pela qualidade visual que Kubrick nos presenteia, é uma explosão de áudio e visual que é difícil piscar durante as cenas. Kubrick conseguiu o que queria. O início do filme, nos mostra o homem ancestral, antes mesmo da chegada do Homo Sapiens, tudo isso com imagens fascinantes do instinto da espécie naquela época. Certo dia, quando acordam, se deparam em frente a um monólito preto, e dai em diante os macacos começam a se tornar agressivos e descobrem que podem usar um pedaço de osso como uma arma. Até hoje, há uma grande discussão para a certa interpretação do que é o monólito no contexto do filme, muitos acham que é a forma de vida extraterrestre, outros acham que é a representação de Deus, e daí surge toda aquela teoria de ser um filme teológico. O filme é “parado”, muitos desistem de assistir por esse motivo, ou por não entendê-lo, mas é essa a intenção, deixar você confuso e fazê-lo ir atrás de informações. 



Espero que vocês tenham gostado desse estilo de post. É uma partilha do meu novo mundo com vocês!